sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

#29: despedida coletiva do solitário.

Praticantes da refinada arte do encasulamento, muitos são aqueles que com tesouras invisíveis cortam seus laços sociais desatando finos fios ou grossas amarras para enreder uma crosta ao seu gosto. Pontos variados intercalados com contas tarjas pretas, de pílulas bicolores habilmente tecidos com técnicas passadas em segredo ou em receitas médicas.
Num mudo de encasulamento, passa-se ao largo de teorias da socialização ou de qualquer outra que force um número além do #1. Pensamentos ajudam a enrigecer a trama, funcionando como verniz fosco aos pensamentos já obscuros.
Espera que do casulo saia uma colorida borboleta, o esperançoso leitor espera.
Isso depende apenas do #1.

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